São cinzas, Paulo

Correndo entre marginais levando seus putrefatos excedentes, Paulo confina o stress em sua estática concentração. O filme queima, o condicionamento refluxa sua expiração, golfeja  poeira para a laringe, Paulo desiste, desce o filme, Clareia CO2 em seu pulmão, bela morada, e continua sua pausada procissão.

Chega ao cemitério das almas, senta em seu flexível trono, olha para a destinada alienadora, se entrega, deixa lhe sorver até a sua completa aridez, pois é obstinado, o exemplar consolida-se.

Esvai- se rápido o dia, a vaidade não se atrita a labuta quando se necessita dela a noite.

Paulo marcha, incita a confraternização complacente, desce só, alegra-se pois já está trajado à referência e tudo será prático. Passa o arco, pisa no piche seco e  já ouve os trovejos de vozes e carros maiores que qualquer monotonia semanal, olha para as outras almas agitadas rotineiras, e vai lograr seu objetivo. A salinidade dos dias saliva seu ego, sobeja ânsias em sua aglomerações, Paulo entra em seu templo, olha seus irmãos que os ignora com respeito, pede seu líquido social, que o entorna repetidas vezes, o que o incide a se tornar repetidas vezes.

Espera o respaldo, demora, mas vem. Levanta, reclina-se à pegar seu terno maço, se retira, destina se ao enclaustro, sobe o filme, devaneia aos passos, sente o vento correr mais rápido, chega, enegrece o fastio, despe-se, mortifica-se, esta são e cinza Paulo.

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