Arquivo do mês: dezembro 2012

O Fim

Anseio,  destoando sem cor em um espaço de couraça alegórica
Letárgico, as cores vibram e se perdem, pois é calha do que é onírico
(…) é amigo…  o estorvo sempre se consagra

Um quiproquó em prelúdio expirado
Inspira, respira, enche os olhos de quem outrora seguiu o sagrado
Profanar o empírico jamais, no mais, seja menos

É pena, mas voa e volta
Pra ser entoado em júbilos
E baldar à baldes
Quem prostra em sua emposta

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A praticidade do maniqueísmo

O rótulo sempre foi uma necessidade humana,  uma  racionalidade outorgada.  Instintivamente ao observar, abrangemos fatos e relacionamos ao desconhecido, pois vela-se o espanto e torna brando o insaturável. A complexidade é incerta, de teor extenuante, sem espaço pra comunicação lépida, crível, chafurdando o interlocutor – e consequentemente, fadando a esboços rasos,  de natureza similar. Se há como fugir?  sim, nas aptidões penosas de obliterar o instinto. Mas sensatez  traz  dignidade, e compactua a si mesmo o seu espelho.


Sapato

Passeando na poça, passo que o impermeável permeia empossado
Luto paro o cadafalso seguir isolado
desfaço o caso, descalço, pra ser inato
Inapto, escolhem os arautos dos exatos

Mas onde a chama, posto do que é plana a sede de flanar
Inflama e clama por fome de enredar
Torna pleno o entorno prolixo
O lixo seguido sem guizo pra guiar

Sento e sinto a nobreza da calçada
Calcada a levar a elevada premissa de gente omissa
Que insiste em te desprezar

Tal qual o ornejo que o ensejo se denota
Planejo e vejo o voltar que me invoca
Amarro o caso que calço por simples ato de sonhar