Meditação em essência

Quem pode ter um espaço onde consiga trovoar sua solidão?

Quem ao acordar não encontra um resquício do outro? um tanto quanto de si, no outro?

Não há, se houver não há vida, passo que você é vida por existir o outro.

Mas espere, há um lugar. Feche o seus olhos e irá encontrar. É lá, é lá.

Onde encontrará aconchego na orquestra de sua respiração e do som do coração, que pulsa, e espera que as vezes o perceba, lá, tão calmo, e as vezes desesperado, por vida.

É no escuro que…. que escuro? nunca foi tão claro por quando estavas à olhar solenes luzes artificias, ou a impetuosa natural que incide sem ser chamada: a solar.

“Sem ela não há vida”, quem a chamou? Por que invade e insiste em dar o que não pediram a ela?
Quero sentir a minha vida. Quero completar o que eu sou, não quero transbordar por uma fonte inesgotável.
O tempo refluxa o sentindo. Conduz encontrar em reflexos o seu espaço. Na venda da luz encontrará a luminescência velada. Você não está aqui, nem lá. Sua voz transcende em presságios e espasmos daquilo que a memória não guardará.

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