São cinzas, Paulo

Correndo entre marginais levando seus putrefatos excedentes, Paulo confina o stress em sua estática concentração. O filme queima, o condicionamento refluxa sua expiração, golfeja  poeira para a laringe, Paulo desiste, desce o filme, Clareia CO2 em seu pulmão, bela morada, e continua sua pausada procissão.

Chega ao cemitério das almas, senta em seu flexível trono, olha para a destinada alienadora, se entrega, deixa lhe sorver até a sua completa aridez, pois é obstinado, o exemplar consolida-se.

Esvai- se rápido o dia, a vaidade não se atrita a labuta quando se necessita dela a noite.

Paulo marcha, incita a confraternização complacente, desce só, alegra-se pois já está trajado à referência e tudo será prático. Passa o arco, pisa no piche seco e  já ouve os trovejos de vozes e carros maiores que qualquer monotonia semanal, olha para as outras almas agitadas rotineiras, e vai lograr seu objetivo. A salinidade dos dias saliva seu ego, sobeja ânsias em sua aglomerações, Paulo entra em seu templo, olha seus irmãos que os ignora com respeito, pede seu líquido social, que o entorna repetidas vezes, o que o incide a se tornar repetidas vezes.

Espera o respaldo, demora, mas vem. Levanta, reclina-se à pegar seu terno maço, se retira, destina se ao enclaustro, sobe o filme, devaneia aos passos, sente o vento correr mais rápido, chega, enegrece o fastio, despe-se, mortifica-se, esta são e cinza Paulo.

Anúncios

Refluxo platônico

Sutileza, onde o escasso se venera

Encontra a morte austera

Constipando o insolúvel

Na clareza que se espera

 

Se afoito se condensa

O escárnio traz a ausência

Glorifica o enclaustro

Devaneia sua presença

 

A fluidez é tão ávida, sincera

Escorre, percorre, discorre, ocorre

Nasce, planeia, esquadra-te singela

 

Roubei-te de mim, e trovei

Emerge, triunfa o casto

Teço o retalho do manto que rasguei


Venéreo

Me vem ao reLEVO

Apara e guarda no descomPASSO

Surge ao revés do reNOVO

Tão ímpeto na imensiDÂO

 

Uni, voga o DesaPEGO

Reina, Desatina por enSEJO

Beija tão clara, líVIDA

Evoca consumada, conSIGNA

 

(…)Reverbera, perdura, refluxa

Sejo teu suntoso peadouro urdido

E morro no emposto murmurado


Inferência

Sonho a flor de teu quintal

Banhado a luz de teu passar

Deveras a desejar

O doce néctar do seu tocar

 

Não invejas ao te ver

Só desejas a ter

O perfume tão lívido

Que exalas de teu ser

 

Se me perco em teu terno olhar

Nego me a tua voluptuosa inocência

Imerso me a súplica de ter subsistência

 

Vinde a mim, vende a mim, vem de mim

 

Das lembranças tão tênues

Tão vívidas, tenaz

Tua clara e fina silhueta me desfaz

 

Vence comigo, vem em ser comigo, vem ser comigo

 

Qual descaso a te açoitar

Não releva me à divagar?

 

Concedo-me, quão cedo te és?

Quão doce és ti.


Marta

Marta estava esperando havia 35 anos, olhava para o esmalte vermelho corroído de suas unhas como forma de pena ao trabalho desperdiçado. As formas assimétricas de seus dedos elevava o nível de conhecimento para que findasse uma boa coloração, e Marta estava a ser uma estagiária na causa,  pouco lhe sucedia o hábito de promover o direcionamento induzido a beleza, se sentia bela e era adepta ao funcionalismo da atração desvirtuada, mas hoje fizera uma excepção, seus cabelos negros de médio comprimento tinham ganhado um penteado casto e ao mesmo tempo tórpido, escolhera o seu casual echarpe e seu vestido cinza flutuante o que deixava-a com uma leveza sórdida.
Naquele dia sua sucinta rotina de ir ao parque no mesmo quarteirão de sua casa, sentar ao banco, olhar para horizonte, contemplar o seu cigarro e apenas esperar… não havia mudado, a não ser pela indumentária e agora pelos olhares questionadores de seus coadjuvantes do local. Marta havia pressentido em sonho que hoje seria o grande dia que sempre houvera de imaginar e que regia seus atos por muitas vezes inescrupulosos, mas por ela vistas sempre como consequências da utopia em que se imergia.
O rodear de folhas secas ao seus sapatos, caídas da oliveira, concomitava com o vermelho céu do fim de tarde, prenunciando a noite que era amada por ela. Gostava de admirar a transição de movimentos que proporcionava, da simetria perfeita onde as estrelas completava ao céu antes mesmo da protagonista maior aparecer, pensava ela que as faziam isso para tentar conquistar admiradores que sempre as idolatravam e as traía quando a “outra” chegava. Ao pegar um cigarro em sua bolsa dar a primeira tragada, um senhor de bigode cinza-amarelado, roupa azul com um brasão à costura em seu peito, surpreendeu-a dizendo:

– Senhora, iremos fechar…

Ao ver aquelas rugas em sua testa, Marta o reconhecera, era o zelador do parque, e respondeu de modo esparso.

– Sim sim, já estou me retirando.

O velho também a reconhecera, sempre fitava-a sentada ao mesmo banco verde-musgo e sentia um misto de pena e impugnação, mas não havia com ele a intrepidez para sanar suas alusões a ela, hoje porém, com esta excepção, se sentiu um pouco magnetizado pelas feições e indumentárias da senhora e resolvera lhe dizer esta anunciação.
Após ouvir de Marta mais algumas justificativas rápidas e confusas o senhor virou-se  e continuou o caminho de volta e ao meio do caminho olhou novamente, vistes suas mãos elevadas rentes ao buço, trazendo consigo um cilindro pequeno, com a ponta manchada pelo batom de sua boca, que a mesma sugou, inspirou e soltou uma névoa que desapareceu em instantes em homogeneização com o ar.
A saída do senhor deixou-a um pouco mais sóbria do tempo, mas não diminui sua obstinação, aliás, sentiu-se aliviada por ter se livrado daquele que poderia embaraçar sua estadia e acabar com sua bela e querida noite. Pouco a pouco Marta viu o dispersar de todos, crianças com suas manias hiperativas, senhoras com seus livros, jovens com seus respectivos jovens, todos aos poucos iam passando e a medida que se distanciavam se turvavam sendo absorvidos pela sombra. O silêncio começava a avultar, expandia das extremidades escuras, passava pelo sopro de Marta e morria no bulício de insetos. Já não se via nenhum movimento, a não ser o subir e levantar de mãos suas, pequenos vultos de pássaros e folhas desprendendo-se.
Havia se passado tempo, mas não era adepta de levar marcadores consigo, mas pouco se importara, estava obstinada a ficar. Eram aos passos de a lua ter o seu brilho mais inebriante, quando eclodiu daquele silêncio quase absoluto, uma eufonia de quebras de folhas secas vindo da extremidade do parque, Marta fitou a silhueta distorcida pela sombra, não parecia ser a de um animal e ao perceber a humana, estremeceu de ansiedade. Continuava a observar a sombra e a medida que se aproximava tornava se mais nítida, era robusta e caminhava a sua direção, pegou o seu cigarro e acendeu.

Era um misto de pávidez e luzes, sua mente transfigurava informações em distorções extremamente rápidas, mas já havia tempo as dominavas por rotina. Viste algo diferente naquele dia, algo que a distância lhe parecia belo, foste a caminho daquele ser iluminado pela lua e com uma espécie de sinalizador aceso em suas mãos o que também o ajudou. Caminhava vertiginosamente, aos pequenos tropeços controlados, ao se aproximar, controlava-se mais, e ao ver nitidamente percebera que não fostes em vão, confirmou que era soberano em sua mente e nada havia de lhe toma-lá e Perguntou:

– O que faz uma senhora tão bonita estas horas neste lugar?

–  Estava te esperando…

O moço se sentiu atordoado pela resposta e retorquiu sofismando

– Acho que a sombra deve estar por enganar-te, a senhora não me conhece…
– Sim, mas estava te esperando…

O silêncio os engoliu por alguns segundos… os olhos do rapaz estava em ligeira movimentação, mas focou-se nos dela. Pensou que neste momento era  propício para denotar a sua ação, colocou a mão no bolso a procura de seu álibi, ao se aproximar dela fora interrompido segundos antes…

– Sempre houve de esperar por este momento, dias após dias, ilusão após ilusão, não entendia como o ensejo demoraste tanto… mas hoje vejo que era necessário.

O rapaz cada vez mais se sentia atordoado com as palavras de Marta. Sentia sua têmpora pulsar descompassada, a distância da realidade lhe parecia mais próxima, soltou o objeto de seu bolso e disse com o tom de voz mais alto e movimentando os braços ligeiramente:

– Eu já lhe disse que não sou quem a senhora pensa!!

Marta ao mesmo tom e destemida completou:

– Você é e sempre foi! Não há de ser eterna essa minha aflição. Eu sei que você  também vagou deveras sem fé, a dor que carregas eu também carrego, o ímpeto impulsionado pelo irracional, a mágoa que impera a cada ato, o ardor da incerteza que nunca desistirá! Eu te conheço como a sua própria alma, vivi dentro de você como você vive dentro de mim! Sei que também nunca desistiu, por isso hoje está aqui, me esperava… pois bem, estou aqui.

O rapaz sentira algo que jamais havia sentido antes, as palavras de Marta haviam cruzado o espaço do discernimento, era como se ele esperasse a vida toda como ela por aquele momento. Dizia a si mesmo  tudo o que ouvira de Marta em voz baixa enquanto ouvia os gritos e sentias os espasmos de suas vítimas, o seu corpo estava em êxtase, e como seda colocada em mãos abertas, escorreu e tocou o joelho ao solo em prantos. Chorava copiosamente,  exorcizando seus demônios em lágrimas, soluçava alto buscando o ar que parecia lhe sumir, seu corpo inteiro gritava, estremecia de maneira contínua e incessante. Sentiu por cima de sua cabeça molhada de suor a mão de Marta tocando-o de uma forma afetuosa, levantou a cabeça e fitou-a de forma terna e confusa. Marta segurou em seu rosto com seu cigarro entre os dedos, e disse:

– Está tudo bem agora, pra eternidade iremos por este laço agora findado.

O rapaz não respondeu, com dificuldades moveu o seu braço para trás a procurar em seu bolso o êxodo que o traria em liberdade. Enquanto Marta segurava em teu rosto, colocou suas mãos na tesoura, puxou-a e cortou o laço, como a inauguração de uma grande obra que sempre esteve adormecida dentro de si.


Ânsia

Dar-me-ia para ter com o teu
No soo do seu sonho
No meu mísero melhor

Ser seiva somada a sua

Tanger tocando o teu
Voar vivendo você
Tornar trovejos à tua


Razão insólita

Eram 13:45, as batidas sutis do lápis, porém contínuas do Professor em sua mesa,  delatava toda a agonia que lhe afligia, seu desejo de que o silêncio se fechasse e prolongasse ele já havia conquistado, afinal todos esses anos no ensino letivo,havia dado experiência suficiente para conhecer todas as faculdades e artmanhas de suas “peças de trabalho” e consequentemente o caminho para que eles se sustentassem em silêncio, a sala de aula sempre foi o lugar de seu absoluto domínio, isso só era capaz devido a afirmação que isso tinha em sua mente, mas o tempo ele não havia de controlar, talvez por isso naquele dia se sentia frágil, a agonia do tempo se expandia pelo calor insuportável dos longos dias ensolarados do verão, e que era traduzidos pela gota de suor que involuntariamente escorria pelo antebraço de Pedro Augusto, até chegar em seu cotovelo e pingar no seu caderno pouco rasurado.      A escola sempre foi o grande desafio de Pedro, como qualquer criança de 8 anos o que mais lhe dispersava de concentração era o que mais lhe deixava feliz e numa infeliz coincidência também o afastava de qualquer problema. Pedro estava de cabeça baixa e recostada no braço que estava sob o caderno em sua carteira, lembrando aqueles alunos que estão preocupados em definhar o seu sono não se importando o lugar onde estão, mas não era o caso de Pedro. Por causa do extremo calor daquele dia Pedro havia se concentrado nele e sabia se levantasse a cabeça poderia acontecer o que ele sempre lutava contra, apesar que para o Professor e para todos o seus coleguinhas isso já não seria novidade, pois a grande maioria dos alunos da 3º série onde Pedro estava, eram os mesmos da série anterior, e o Professor também já havia sido orientado para qualquer ocasionalidade, mas Pedro sempre lutava, pois não gostava de ser sentir o alvo de olhares retenciosos a sua alienação preso no invólucro de seu algoz.
As janelas já abertas não amenizavam a insistência do calor, mas era a única alternativa, se não fosse a extrema intransigência do Professor, que mesmo com qualquer adversidade não entregava o pleito do magistério as trepidações da desordem, tinha consigo uma convicção inabalável que muitas vezes arruinavam as dúvidas didáticas de seus alunos, os convenciam que não haviam sequer um lapso para o desentendimento de seu impecável trabalho, ou não faziam por medo de se tornarem chacota para sua sala e as vezes para grande parte da escola.
Com a conclusão da revisão do trabalho de seus alunos, sempre sob um olhar muito crítico, o Professor fecha a sua cardeneta de notas bimestrais, e volta o olhar para a sala, mesmo com o silêncio, ele era imponente, pois sabia que algum incidente poderia acarretar o fim dele, e não era o que ele desejava, olhou para todos que estavam ali e com o olhar de uma águia, viu Pedro que estava a sua esquerda, na fileira ao lado da parede. exatamente atrás de quatro alunos e viu nele uma ameaça, pois era único que estava de cabeça baixa recostada nos braços e disse sem se importar com a cena.

-Pedro volte a fazer o seu dever!.

A voz ecoou naquele silêncio e chegou a Pedro, tomando-lhe qualquer resquício de força para lutar contra transgreção de sua mente.

– Pedro! você não me ouviu? disse o Professor insistente e mais alto

Vagarosamente e já com o olhar disperso e concentrado, Pedro levanta não só a cabeça, mas também de sua cadeira e diz:

-Isso não pode mais acontecer!

Naquele momento todos os olhares que estavam no professor se voltaram para Pedro

-Como disse? – Pegunta o Professor

-Vocês estão vendo o que ele faz conosco? Todo esse calor que estamos passando, sem sequer tomar agua, é culpa dele!

O que ele esta fazendo? – Pensou pasmo o Professor.

-Vocês gostam de apanhar do Pai, da Mãe, quando não obedecem ele? de ficar de castigo, sem video-game, sem tv…

Nenhuma das indagações de Pedro eram respondidas, mas todos estavam concordando e admirando silenciosamente aquela revolução.

-Por causa dele temos que parar de brincar pra fazer lição, pra dormir, pra acordar cedo! Não podemos mais aceitar isso.

-É isso mesmo! – disse Carlos.

Carlos era um aluno de 12 anos, repetente, que não se dava bem com o aprendizado didático pois os da rua ja lhe tomavam bastante tempo, tinha a predileção do professor para a repreensão, como forma de compactuar a todos com o seu exemplo.

-Se nós acarbarmos com ele ficaremos livres! Não ficaremos mais de castigo, não levaremos bronca do nossos pais, iremos brincar a hora que quisermos sem se preocuparmos e nem precisaremos voltar mais aqui!!
O Professor a esse ponto tinha deixado de encarar Pedro como uma ameaça ao silêncio  colocando ao posto de anarquista, levantou de sua mesa e foi em sua direção. Pedro continuou com seu discuro
-Mas eu não posso conseguir isso sozinho, eu preciso da ajuda de vocês, quem vai me ajudar?- Disse Pedro sempre olhando para seu algoz
Percebendo a concentração de todos, o Professor a passos largos chegou a Pedro e ficou parado bem próximo a ele e disse com a mão ligeiramente suspensa e muito agitada

-O que você pensa que está fazendo, meu rapazinho? Você esqueceu onde está? Onde está querendo chegar com esse discurso? Saiba que você irá pagar muito caro por ele! Todos iram saber dessa infâmia que fez hoje aqui! Tenho que levá-lo imediatamente na diretoria!
O professor se pusera a livrar-se rapidamente daquela situação, pegou firmemente no punho de Pedro e continuou
-Vamos! você irá se arrepender por essa…
-Solte ele seu babaca!
O Professor não obteve chance de ver onde vinha aquele insulto… antes de se virar  ele sentiu um forte golpe que ao mesmo tempo o atingiu nas costas e na nuca o  nocauteando e tambem em consequência, empurrando Pedro que estava a sua frente, que pelo peso do corpo do mestre, não obteve equilíbrio e tambem tombou-se
-Não pode ter sido um aluno – Pensou o Professor no meio tempo antes de quase perder os sentidos
E ele estava quase certo sobre isso, qualquer aluno daquela série não obtinha força suficientes em punho para derrubar um homem de 45 anos, saudável, Carlos havia tomado pra sí o discurso de Pedro, acreditando piamente nele, ou visto ali a sua grande oportunidade de se vingar, Carlos levantou de sua mesa trazendo consigo sua cadeira, quando o Professor pegou no punho de Pedro, arremeçou-la.
Somente o professor não havia percebido a movimentação de Carlos, os olhares da sala  havia se dividido em audição e visão, com os gritos do Professor e o caminhar de Carlos, e como num filme de suspense observaram atônitos até o seu derradeiro fim, mas curiosamente não tentaram avisar a vítima sobre o seu malfeitor.
Com a queda do Professor e de Pedro, houve um sentimento mútuo de desespero entre os alunos, que após a cena saíram  rapidamente da sala aos tropeços, logo após de Carlos obviamente, que foi o primeiro a sair, e em alguns segundos todos se evacuaram, Pedro estava caído a 2 metros do Professor mas pouco sofrera pela queda, e após 2 minutos já estava em pé novamente e ainda decidido a findar o seu objetivo
-Droga! assim será mais difícil, mas eu posso fazer sozinho.
O Professor estava caído, debruçado sobre o chão quente de madeira de cor carvalho, estava consciente, porém impossibilitado de se mover pela dor que o afligia, ouviu as palavras de Pedro sobre que haveria de concluir de qualquer maneira, estava muito debilitado e não poderia reagir a sua própria defesa, fechou os olhos e esperou cordialmente o que poderia lhe acometer. Após sentir o vento de algo passar sobre ele seguido por sons de passos, o Professor abriu os olhos e percebeu que Pedro havia saltado sobre o seu corpo caído e continuado a caminhar, sempre com um olhar que ele já havia visto antes, Pedro caminhou sob o olhar de remorso profundo do Professor, subiu na mesa do próprio Professor e colocou uma cadeira improvisada para lhe dar altura suficiente e num ato misto de equilíbrismo e sorte saltou e conseguiu arrancar o grande relógio de ponteiros que ficava acima do quadro negro e logo em seguida espatifar-lo no chão, jogando-o com toda a sua força